sábado, 6 de dezembro de 2008

Agenda Cultural FNAC



SINTO MUITO
de Nuno Lobo Antunes

06.12 - SAB - 18H00 - NorteShopping
17.12 - QUA - 21H30 - Almada
19.12 - SEX - 21H00 - Colombo

«Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito.
Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba.
O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.»

Sinto Muito é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala. Aqui.

SINTO MUITO - Fnac NorteShopping

A editora Verso de Kapa, o autor Nuno Lobo Antunes e a Fnac têm o prazer de convidar para a apresentação do livro "SINTO MUITO" no dia 6 de Dezembro, às 18h00 na FNAC NORTESHOPPING.
O livro será apresentado por Fernando Póvoas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Gostos, na Geração de 60.

Manuel S. Fonseca, no Blog Geração de 60, disse:
"Posso comentar o nosso próprio blog? Não, não é para dizer que vamos ter um dos meses menos produtivos de sempre (também eu, por razões várias, contribuí para a queda a pique). Pelo contrário, é só para dizer que, sem precisar de concordar com tudo, gostei do que o Pedro Norton escreveu
aqui e, por causa da inteligência fina e cordata, recomendo a leitura do comentário que o Vasco M. Grilo escreveu aqui. Por fim, gostei muito de ver nas livrarias um livro de Nuno Lobo Antunes, ex-blogger da Geração. Folheei, interessou-me e comprei logo. Leitura agendada para breve." Aqui.

Comentários:
Indy - Tive a sorte de apanhar a entrevista que Nuno Lobo Antunes deu na TV há algumas semanas atrás.
Inteligente, sensível, HUMANO.
Gostei de o ouvir, muito.
A sua "fuga" para os USA foi uma mais valia para todos nós, aquando do seu regresso, é claro ;-)
(Também eu não resisti ao apelo da leitura de "Sinto Muito")

ASL - Esse livro é fantástico!
Aborda a experiência médica de uma vertente menos conhecida: a vertente humana. Porque estamos a falar de pessoas, o médico naturalmente que não é indiferente ao sofrimento do seu doente e, consequentemente, da sua família.
É isto que o Dr. Nuno Lobo Antunes vai mostrando contando várias pequenas histórias, e numa escrita simples e muito bem conseguida.
É um livro que aconselho vivamente (e não sou suspeito, porque não estou minimamente ligado à área da medicina)!

domingo, 30 de novembro de 2008

Sinto Muito no Segredo dos Livros

Disse Fátima Rodrigues no Blog Segredo dos Livros:
É um livro de confissões/memórias de um neuro oncologista pediátrico e hoje neurologista sobre doenças de deficit de atenção. Uma reflexão sentida sobre aquilo porque muitas pessoas têm que passar ao longo da vida ou já no fim dela.
"Sinto Muito é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.
Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala."Aqui.

Críticas de imprensa:«Os 44 textos reunidos em Sinto Muito formam um bloco coeso, tendo por dio condutor as mil histórias da vida de um médico que escolheu a pediatria “porque gostava do aristocrata dos pediatras do [seu] tempo” (a neurologia já era tradição na família). Escrito no tom compassivo de quem acredita nas grandes palavras, “fé, amor, vergonha, coragem”, não admira que estas memórias de Nuno Lobo Antunes cativem tantos leitores.» Eduardo Pitta, Público

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Nuno Lobo Antunes - Praça da Alegria

Amanhã, Nuno Lobo Antunes vai estar à conversa com Jorge Gabriel e Sónia Araújo sobre o seu livro Sinto Muito.
Emitido diariamente a partir dos estúdios do Porto, a Praça da Alegria é uma produção da RTP.
Entre as 10h e as 13h.

domingo, 23 de novembro de 2008

"a vida é tempo entre parêntesis"

""Sinto Muito" é o título do livro de crónicas do médico Nuno Lobo Antunes que li esta tarde duma vez só. Ri, chorei, emocionei-me, chorei de novo... Porque a "vida é tempo entre parêntesis" e porque "o verdadeiro milagre do amor, não é poder curar doenças insanáveis, mas adorar para além das palavras, quem é diferente, mais frágil, e muito nosso". Nuno Lobo Antunes" Aqui.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

"Toda a devastaçao da perda"

"A medicina nunca afastou ninguém da literatura, nem mesmo entre nós, onde os exemplos abundam. Fernando Namora é talvez o mais conhecido dos médicos escritores portugueses, mas está longe de ser o único. Sem a pretensão de ser mais um, o neuropediatra Nuno Lobo Antunes (n. 1954) acaba de reunir em volume um notável conjunto de ensaios sobre as suas experiências profissionais, grande parte dos quais teve primeira publicação numa revista generalista onde assinava uma coluna de divulgação médica. No prefácio de Sinto Muito, assim se chama a colecção, António Damásio cita o poeta romântico inglês William Wordsworth para estabelecer um paralelo entre o «espectáculo aterrador» que os olhos do autor (enquanto médico) têm de enfrentar, e a lição apaziguadora dos gregos: a catarse pela escrita.
Damásio sublinha que o livro «
é sobre o sofrimento em geral, ou se quisermos, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor.» Como decorre da leitura dos textos coligidos, a expressão “sinto muito” não é o equivalente de “lastimo” (ou lamento). O sentido de perda que o título enfatiza é parte da narrativa: «Os velhos morrem a horas impróprias. Maçavam, mesmo mortos, e insistiam em escolher o meu turno de vigia. Depois aquela obrigação de telefonar para casa, anunciando à viúva, que de ora em diante estaria como eu, sentindo o peso da noite porque estamos sozinhos. [...] Uma velha despertada do silêncio da casa, mãos enrugadas tacteando o telefone, e do outro lado uma voz com sotaque, de um médico vindo de um país distante, onde os velhos ainda têm família. Sinto muito — dizia — sinto muito. E na verdade sentia. Sentia o desespero da sua solidão, amputada do amor de toda a vida e para sempre jovem, que nos sonhos nunca somos velhos.»
Nos primeiros anos, depois do internato policlínico em hospitais de Lisboa, Nuno Lobo Antunes fez o tirocínio da província, experiência que o levou a Manteigas, onde tomou a decisão de partir para Nova Iorque.
O Columbia-Presbyterian Medical Center é a principal fonte dos relatos, sendo motivo de interesse a descrição pormenorizada do quotidiano hospitalar numa metrópole como Nova Iorque, com a sua mistura de raças, culturas e religiões. É capaz de não ser muito diferente do que se passa noutras cidades, porque a realidade multicultural é hoje uma evidência (talvez mesmo em Nelas), embora o factor de escala continue a ser determinante. O que é novo, em Portugal, é a capacidade de pôr em letra de forma este tipo de experiências, num registo acessível a toda a gente, sem nunca beliscar o rigor da informação e a exigência do discurso. Se a tudo isto acrescentarmos uma óbvia vocação de contador de histórias, não isentas de humor quando é o caso, temos a receita que faz de Sinto Muito uma obra singular.
Não poucas vezes, o autor surpreende-nos com sínteses exemplares: «
A dor comia bocadinhos de nós. Partes de mim deixavam de existir.» Chama-se a isto limpar o osso de toda a enxúndia, que o mesmo é dizer da retórica auto-complacente. Noutras ocasiões, que são aliás frequentes, certo sentido de mise en scène empresta aos textos uma forte dimensão plástica, como aquele que descreve um atravessamento nocturno da ponte George Washington, o carro destruído entrevisto de relance, «o momento em que a luz se apaga, os olhos se fecham, o pêndulo pára», ele a caminho do hospital, desconhecendo, como não podia deixar de ser, quem ali morria contra o separador. Era afinal (soube-o mais tarde) a enfermeira sua assistente, «sorriso irlandês que tudo vence, olhos azuis de música celta, cabelos ruivos de outra raça», presumivelmente a Mary de O Sétimo Dia.
Sempre que necessário, a realidade revela-se com brutalidade: crianças que nascem com o cérebro destruído porque «
as carótidas, interrompidas por coágulo, deixaram de fornecer o oxigénio necessário à vida das células», músculos e membros atrofiados e, mesmo assim, sobrevivendo até aos 15 anos. A história de La niña, filha de imigrantes colômbianos, é das mais pungentes do livro. Oscilando entre um mínimo de quatro e um máximo de seis páginas cada, os 44 textos reunidos em Sinto Muito formam um bloco coeso, tendo por fio condutor as mil histórias da vida de um médico que escolheu a pediatria «porque gostava do ar aristocrata dos pediatras do [seu] tempo» (a neurologia já era tradição na família). Escrito no tom compassivo de quem acredita nas grandes palavras, «fé, amor, vergonha, coragem», não admira que estas memórias de Nuno Lobo Antunes cativem tantos leitores."

"Entre a realidade, umas vezes brutal, outras vezes compassiva, a lição dos gregos: a catarse pela escrita."
Crítica Literária: * * * *

EDUARDO PITTA - Jornal Publico - ípsilon - 21 Novembro 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Lançamento do livro - ELES ELAS E O AMOR

clikar p.f.
A editora Verso de Kapa, os autores José Manuel Arrobas e Maria dos Anjos Fernandes e o El Corte Inglés, convidam para o lançamento do livro ELES, ELAS e o amor, que terá lugar no dia 27 de Novembro, 18h30, no Restaurante, piso 7, do El Corte Inglés de Lisboa

"Falando da dor e do sofrimento, mas um hino à vida."

"Acabei agora “Sinto Muito” de Nuno Lobo Antunes…
Falando da dor e do sofrimento, mas um hino à vida.
Não houve uma página em que não chorasse, outras houve que ri, pelo meio…
Livro duro, não tenho estofo nem bagagem para me meter nestas leituras...livro lindo, potentíssimo.... god...
Mais humana estou, mas também sem sono fiquei…
”A vida é tempo entre parêntesis: alma a nu, sentimento despido de pudor, o amor como razão de ser e de viver”.


Passagens

A certeza que fica é que para a vida valer a pena é necessário amar e ser amado, e ter muito cuidado com o cristal de que os outros são feitos.
“Com clareza se exprime o que se pensa bem” (Pascal)
Muitas vezes no poder das circunstâncias, de um encontro, no traçado da vida, uma palavra de incentivo, ou uma atirada sem cuidado, marcam uma existência. Definitivamente.

O meu irmão António disse-me, um dia, que nunca iria viver para o estrangeiro por não ser capaz de segredar ao ouvido feminino…Aurora…és a minha madrugada!

Cada página que escrevo vai numa garrafa de náufrago lançada da praia. Carta solitária suplicando resgate. Uma vida à deriva. A outra praia qualquer chegará a mensagem.

É preciso afirmar aquilo em que se acredita. É preciso usar as grandes palavras: fé, amor, vergonha, coragem. É preciso dizer que a paixão, mais que a razão, redime e nos torna santos.
Aqui.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Nuno Lobo Antunes - Um homem que sente

"Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito."

"O Livro de Nuno Lobo Antunes lê-se num ápice. E tem capítulos muito bons. São episódios da vida de um médico que, como afirma no título, "sente muito".

Conheço o Nuno desde a faculdade. Admiro nele a capacidade de trabalho e de mudança. E também lhe reconheço coragem de intervenção, como no caso Esmeralda, em que não teve pejo de desmontar alguma da histeria "pró-sargento", mesmo desafiando "altas individualidades". Diz-se que o Nuno é "mesmo Lobo Antunes", ou seja, que compartilha alguns tiques que atravessam toda a família. Talvez - já lho disse pessoalmente. Mas a postura dele, em termos de cidadania, tem sido muito boa.

Lembro-me de, há anos, num Congresso no Coliseu, ter dito "preto no branco", que há um conflito de interesses entre a mulher-trabalhadora e a mãe. E que ignorar isso, camuflando, seria uma forma de perpetuar o problema sem saltar para uma solução. Inteiramente de acordo, meu Caro Amigo, uma das poucas pessoas que teve a atenção de me telefonar, pessoalmente, em 2002, a expressar o apoio na luta pela vacinação universal contra a meningite C.

Fica aqui o apontamento, e a sugestão para lerem este livro." Aqui.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Um Livro"

Sinto Muito
Confissões de um médico
de Nuno Lobo Antunes
Verso da Kapa

É um livro de confissões/memórias de um neuro oncologista pediátrico e hoje neurologista sobre doenças de deficit de atenção. Uma reflexão sentida sobre aquilo porque muitas pessoas têm que passar ao longo da vida ou já no fim dela.Sinto Muito é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.Aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

Lançamento - SINTO MUITO

A sensibilidade de Jorge Gabriel...

Sinto Muito
"Vivi dois momentos de profunda mágoa hoje e, simultaneamente, de esperança.
Assisti à nocturna entrevista da Judite de Sousa ao neurologista Nuno Lobo Antunes sobre a sua experiência com crianças, doentes oncológicas. Emocionei-me com a dureza da verdade. Da inevitabilidade da morte prematura e, do desabafo do médico, sobre a frieza das sentenças terminais para tão injustas afectadas. Estarreci com as descrições cruas da incapacidade para assegurar uma cura.
Há sempre uma razão para viver. Há sempre uma razão para desistir e respeitar a decisão. Mesmo quando olhamos para um pueril vislumbre farto de combater, carregado de dor e mais preocupado com os que rodeia do que com sim mesmo.
Os cuidados paliativos são imperiosos e merecedores de investimento, e - dentro em breve visitarei uma das melhores unidades existentes em Portugal - deles falarei com mais destaque. Aconselho-vos vivamente o livro, testemunho, "Sinto Muito", de Nuno Lobo Antunes.
Cheguei a casa incomodado. Vim do funeral do pai de jogador que treinei no Arouca. O Rui Pedro entregou à sua fé o destino do pai no cemitério de Grijó, morto por uma quezília de estacionamento. As justificações para tão descontrolada decisão do homicida descolam do nosso entendimento. Amachuca-se a vida de um mecânico, em troca de um prazer de carácter, de uma resolução à força, ao peso de um chumbo de espingarda.
Afinal o que vale a vida? Quanto suportamos a dor? E quem a rouba terá a noção da sua precariedade de espirito?
A esperança, à hora tardia em que vos deixo este desabafo, é que não cheguemos ao desespero deste pistoleiro, fazedor de justiça pelas próprias mãos, e que sejamos capazes de continuar a perdoar. Mesmo àqueles que nos roubam quem Deus mais ama." Aqui

sábado, 15 de novembro de 2008

No Blogue da Ana F.

Nas nossas "viagens" encontrámos um Blogue curioso que diz "Porque a estante é limitada e a vontade de ler ultrapassa de longe esses limites, há que ceder à tentação de guardar todos os livros e cedê-los a outros."...
O Blogue chama-se Livros em 2º mão, e a sua autora a Ana F. já leu SINTO MUITO, e descreve-o ""
Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala." Aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Jornal da Madeira

O livro de Nuno Lobo Antunes, é a sugestão do Jornal da Madeira, do passado dia 8 de Novembo, no suplemento - Revista Olhar

ARTES
A NÃO PERDER - Sinto Muito Nuno Lobo Antunes
"Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.
Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba." Aqui

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Nuno Lobo Antunes me confesso

Hoje no Jornal MEIA HORA, na secção Cultura,
leia a opinião de Ana Filipa Baltazar, sobre o novo livro de Nuno Lobo Antunes

"À medida que se folheiam
as páginas de Sinto Muito, mergulhando nas memórias de neuro-oncologista pediátrico,
ouve-se nitidamente o bater de coração de um homem.
Para lá da dor e do sentimento de impotência, Nuno Lobo Antunes, durante quase uma década soldado nas trincheiras da luta contra os tumores
cerebrais em meninos com uma vida por cumprir, estreia-se nos livros com um testemunho de genuinidade e esperança.
“Perdíamos muitas
crianças, é certo,mas sentia- me privilegiado pelo trabalho que fazia”
, escreve na introdução de Sinto Muito, em que “exorciza” derrotas com uma homenagem à coragem, aos pais, ao Homem, que depois do limite se reergue mais forte para enfrentar os seus dramas. Mas estas são também páginas de um diário pessoal, confessionário de
quem não tem vergonha de falar do que sente."
Aqui

Entrevista a Nuno Lobo Antunes

Este é um livro generoso e também pedagógico...
Quanto à generosidade, não sei se estou de acordo. Tinha uma necessidade real de aliviar a carga de algumas destas histórias. Como digo aí, no fim fiquei mais leve e livre. Depois a noção de, quando se lida com pessoas nestes patamares de sofrimento, reconhecer que elas são capazes de se tornar heróis e santos. Estamos numa sociedade em que já não há heróis, os que existem são figuras de ficção. Já há poucos heróis de carne e osso. As pessoas vulgares, com quem nos cruzamos nos passeios, quando em níveis de exigência difíceis, são capazes de revelar capacidades extraordinárias. Se contribui com uma gota de água no reacreditar nas pessoas, então será verdade esse sentido pedagógico.

Há uma mistura de duas coisas: uma necessidade de pôr cá fora dores armazenadas durante muito tempo e a noção de que são histórias que valem a pena serem conhecidas.

Há a ideia do médico ter mecanismos de defesa para conseguir lidar com o limite. Mas homem e médico são um só. Onde, afinal, se guarda a dor?
Cada um responderá à sua maneira. Os religiosos encontram alívio, explicação, na fé. Quem não o for, terá outras respostas. O livro foi uma resposta à minha própria dor. Transformei-a nisto. Foi uma saída. O médico tem, claramente, de manter a distância afectiva na altura das decisões, da avaliação, agora é verdade que depois tem de resolver as marcas que isso vai deixando.

Sozinho?
Claramente sozinho. Não há outra forma.


Fala aqui da sua infância, do contexto familiar, da dificuldade em lidar como ser sempre o filho de, irmão de…Em Nova Iorque encontrou- se e este livro é também o assumir da escrita…

Sim, a partida representou a necessidade de encontro com um mundo não afectado pela tradição familiar, pelo peso de um nome. Em relação ao livro, é isso mesmo. Foi precisa grande coragem para o fazer,devo dizer.Coragemou loucura, não sei bem.Há uma procura da identidade que resultou não só da partida para osEUAe agora neste deitar cá para fora.
Entrevista de Ana Filipa Baltazar - Meia Hora. Aqui

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Abecedário dos Nomes

Hoje é assim no Corte Inglês...
Ouvem-se contar histórias sem pés nem cabeça, pela autora Manuela Crespo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sinto Muito - é um olhar humano.

Na sua crónica mensal na Revista MÁXIMA, Madalena Fragoso, diz-nos que o Livro de Nuno Lobo Antunes "Sinto Muito é um olhar humano, solidário e terno, a que estamos pouco habituados, salvo honrosas excepções, por parte da classe médica."

"Deserto de Afectos"

"No recém-publicado Sinto Muito de Nuno Lobo Antunes, o texto introdução do autor começa assim: "Em criança, agarrado ao meu peluche, sentia-me órfão de pais vivos, filho único de seis irmãos. Não me sobrava inteligência, não seduzia pela beleza. Vulgar, portanto, igual às outras crianças, as que não eram lá de casa. Foi talvez por isso que a minha mãe disse, um dia, que de mim não queria mais de um «dez». Profecia que foi uma sentença que, obedientemente, cumpri toda a vida." Mais à frente esclarece: "A minha relação com a Medicina foi precoce. Adoeci criança, e a coisa mais notável que fiz até aos vinte anos foi quase ter morrido. A sério, todos os outros tinham graças para contar, tiradas geniais, ingenuidades soberbas de criança. Pela minha parte, nasci prematuro e, não satisfeito com isso, perdi peso. Além do mais, tive uma peritonite aos três anos de idade, em Agosto, o que era duplamente inconveniente. Ficou-me, no entanto, a imagem da criada a passar na ombreira da porta, tomando conta, e também o egoísmo com que guardei uns carrinhos de pista que alguém me ofereceu. Não deixei ninguém brincar, e paguei com isso o preço do remorso que ainda hoje me aflige."

Tendo coincidido em tempos de leitura quase simultâneos, estes dois registos, destes dois irmãos, não puderam deixar de me agitar as águas das emoções. Sendo homens e irmãos as suas palavras são ainda mais reveladoras. Reveladoras de um mundo masculino que se insiste em manter fechado, a cadeado, ou trancado a sete chaves. O que mais me impressionou, tratando-se de homens bem maduros, foi a visível inconformidade, até mesmo indignação e incómodo, que ainda guardam em relação a uma infância vazia de afectos. Mas, apesar de tudo, é mais estranho pensar que o mundo dos afectos ainda seja tido como um monopólio feminino. Se é assim, onde está o colo da mulher-mãe que lhes faltou? E que mulheres-amantes se cruzaram na vida destes meninos-homens para que este colo ainda permaneça por saciar?"

Vida Hi-Fi - Aqui
(excerto do Post Deserto de Afectos)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nuno Lobo Antunes - Sinto Muito


Sinto Muito de Nuno Lobo Antunes5 semanas no Top das preferências

3.º Lugar - Bulhosa
3.º Lugar - Bertrand
5.º Lugar - Fnac


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Convite - 7 Novembro

Click na Imagem

"O Amor"

[...] But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...
I was made for you [...]
Brandi C.
A vida é tempo entre parêntesis
Alma a nu, sentimento de pudor
O Amor como razão de ser e de viver.
Nuno L. Antunes
in
Sinto Muito
Folha em Branco - Aqui

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

“Sinto Muito” - O livro de que se fala e bem

"Lobo Antunes é um apelido pesado, mas Nuno, o filho mais novo de uma família de ilustres conhecidos e peritos em medicina ou nas letras ou em todas as áreas onde trabalham, apresenta-se em nome próprio de coração aberto. Médico neuropediátrico, que todos os dias lida com as mais difíceis situações clínicas de crianças com cancro, Nuno Lobo Antunes revela-se aqui enquanto homem e um homem profundamente humano, de uma sensibilidade atroz. Antes de pegar no livro tive oportunidade de ver o autor na Grande Entrevista com Judite de Sousa e ouvi-lo também na Prova Oral, programa que Fernando Alvim conduz diariamente ao final do dia na Antena 3. Não escondo que na Grande Entrevista me emocionei profundamente com alguns testemunhos. Não escondo também que no programa mais ligeiro e bem humorado de Alvim, me surpreendeu a segurança e determinação deste médico que já percorreu o mundo e que conta histórias passadas em tantas paragens que nos é impossível não o admirarmos. Tive medo de não aguentar o livro. De desistir por não ter forças de conhecer estas realidades tão duras. Mas o livro é incrivelmente bonito. Na introdução, o autor tem dois momentos chave que permite vislumbrar que as palavras que se seguem merecem ser lidas. Admite que há pessoas que não compreendem como ele consegue ir trabalhar feliz e fazer aquilo que mais gosta, que é cuidar das crianças, embora com situações complicadíssimas. Mais do que isso: a dada altura Nuno Lobo Antunes diz, face ao pesado apelido que ostenta, “Eu não sou de ferro, mas de vidro”. De facto, o que mais me agrada neste livro que estou a ler e tenho a certeza não vou deixar uma linha de fora, é essa gentileza do Senhor Doutor em mostrar-se em nome próprio, como alguém que sofre quando não consegue salvar uma vida, como alguém que faz tudo o que pode e dá tudo o que tem. Espero sinceramente nunca me cruzar com ele nalgum corredor branco de hospital, mas garanto a quem passar por isso: quem escreve assim, de alma aberta, é pessoa de confiança. O livro tem edição da Verso da Kapa e vai já na 4ª edição.
Vale a pena ler e é por isso a recomendação de leitura do Vida Maravilha para esta semana."

Ana Raquel Oliveira - Vida Maravilha - Aqui

Sou jornalista, na área da cultura, e adoro todas as coisas boas que a vida tem para oferecer. Mais do que um blogue dedicado à cultura, aqui quero deixar o testemunho de experiências de que vale a pena falar e partilhar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Abecedário dos Nomes

Olá !
Eu sou o Afonso.
Adoro computadores. Passo horas e horas sem fim a navegar na Internet... Querem saber mais sobre mim ?
Vou chamar a Caetana e ela diz- vos como...
Caetana?



Afonso?
Chamaste?
ahhh... queres que eu conte onde é que podem
ler-se verdadeiras histórias sem pés nem cabeça,
super divertidas?
Mas a Caetana, não conta...





Já que o Afonso e a Caetana, não contam,
a Madalena que sou eu,
gostava muito que todos lessem
as nossas histórias hilariantes e divertidas,
sobre meninos traquinas, inventores,
arquitectos ou sempre do contra e de
meninas sonhadoras, gulosas
faladoras e bailarinas...


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

5.ª Edição - SINTO MUITO


Pela 4.ª semana consecutiva,
Sinto Muito
de
Nuno Lobo Antunes,

continua na preferência dos portugueses.

3.º Lugar - Bertrand
4.º Lugar - Fnac
4.º Lugar - Bulhosa



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Minuto a Minuto...


Amanhã pelas 11h00, não deixe de ouvir o Dr. Nuno Lobo Antunes, no programa do RCP, Minuto a Minuto, com Nuno Domingues.


Opiniões e Sentires - I I


Mimos e Cócegas
""Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala. "
Recebi esta sugestão da minha amiga Cleo. Obrigada amiga e irei imitar-te e lê-lo brevemente já que me parece muito interessante".
Aqui.

projecto_pensar
"Sinto Muito...
Ontem vi na RTP 1 uma reportagem/entrevista que me fez pensar ... na minha humanidade, ou seja em mim como ser humano e em mim como ser crente. Foi uma lição!
A entrevista foi com o médico Nuno Lobo Antunes. Que com uma imensa serenidade colocou a sua transparência como ser humano (médico, agnóstico = PESSOA). O mote da entrevista foi a apresentação do seu livro, Sinto Muito.
«Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.»
Do prefácio de António Damásio".
Aqui.

Life...
"Today this post is not so much about sports but more about life.
While I am
sick and without the large loads of medical books to study, I started to read some more things not so scientific. Today I read one of the best books lately. Its is called "Sinto muito" ("I'm sorry", translated) and is from one of the best Portuguese neurologists, Nuno Lobo Antunes, specialized in pediatric neurooncology. It's about the incapacity of a doctor in this sensible area and the daily though moments in an area where the prognostics are so reserved. I simply loved the book." Aqui.

Pikitita
Sinto Muito - Nuno Lobo Antunes
"Este é um livro de confissões.
Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé,
o saltador derruba a barra,
o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba.
O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda.
O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo.
Mas no cais despede-se,
e pede perdão,
por não ter sido parceiro para tal desafio."
Aqui.

Portal de Turismo
Sinto Muito
""Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito.Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba.O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio." Aqui.

Centro Recreativo e Cultural QL
Sinto Muito - Um Livro a não perder
"Excertos retirados do prefácio de António Damásio.SINTO MUITO é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.SinopseHá no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito.Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba.O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.»" Aqui.

Nuno Lobo Antunes - foi à "PROVA ORAL"



"Alguns" comentários, feitos pelos ouvintes da PROVA ORAL:
The Dark Angel
2008-10-20 18:20:50
Parabéns
Olá a todos. Boa tarde. Queria apenas aproveitar para felicitar o vosso programa. Excelente companhia no caminho do emprego para casa, sempre com excelentes temas e convidados espectaculares. Quanto ao convidado de hoje, não conheço pessoalmente, mas não quero por isso deixar de o felicitar. Pelo que percebi, é um excelente livro.

Sandra
2008-10-20 16:29:04
O que sente Nuno Lobo Antunes
Olá a todos. Aproveito para felicitar o vosso programa que me acompanha todos os dias no caminho de casa e por vezes na altura em que faço o jantar.Em relação ao vosso convidado de hoje, queria felicita-lo pelo seu trabalho e pela sua mensagem, a sua partilha de experiencias tem ajudado muita gente. Espero que continue a faze-lo. A todos os mais sinceros cumprimentos.

Hélder
2008-10-20 19:47:04
É verdade, mas...
Olá, parabens pelo programa espectacular, que alia os temas importantes, ao bom humor.Concordo com o Doutor Lobo Antunes que diz que deve dizer sempre a verdade aos seus dorntes, contudo, quando eu tinha 9 anos, ouve um médico que, muito honestamente, respondeu aos meus pais, que lhe haviam feito uma pergunta sobre mim, na minha presença, que se eu não fizesse um tratamento rigoroso a um problema respiratório, poderia MORRER, eu, com 9 anos, ao ouvir aquilo...podem imaginar!Não fiz qualquer tratamento rigoroso, nunca mais fui àquele médico...tenho 33 anos.É preciso medir as palavras, não vá um paciente morrer de susto...

Gilberto
2008-10-20 19:43:35
A pior noticia...
Boa noite Alvim, Relativamente a doenças em que a cura é muito dificil, o que é que o Dr. Lobo Antunes tem a dizer sobre a eutanasia?Um abraça Alvim, Grande programa

Joaquim Leça
2008-10-20 19:33:56
É verdade, sim senhor!!!
Boa noite, Alvim e Cátia!O Dr. Nuno Lobo Antunes acabou de referir um aspecto importantíssimo que acontece comigo também. Quando vou a uma consulta médica, deixo sempre, a(s) pergunta(s) mais pertinentes para o fim.Permitam-me também extrapolar esta situação muito bem descrita pelo vosso convidado, na minha actividade profissional. Sou Engenheiro Agrícola aqui na Madeira e no meu contacto com os agricultores, quase sempre as perguntas mais importantes colocadas por eles, surgem no fim.

Arcebispo de Cantuária
2008-10-20 19:14:26
CADIN
Alvim,Seria de toda a justiça que o Dr. Lobo Antunes falasse um pouco do projecto e trabalho que é desenvolvido no CADIN.(podes confidenciar ao Dr. que o Arcebispo é marido da Sofia Quintas :-) - ela vai ficar furiosa comigo.

Maria
2008-10-20 19:49:30
SINTO MUITO...
Caro Doutor...Sinto Muito é o que sente quando perde um doente, um amigo ou é o facto de SENTIR MUITO, nada mais poder fazer pelo doente?Parabens pela sua sensibilidade.

CP
2008-10-20 19:50:38
O lado Humano do Médico
Antes de mais parabéns pelo programa.Gostaria de dar os parabéns ao Dr. Nuno lobo Antunes pelo livro que escreveu, e acima de tudo pelo lado humano que demonstra. Vi a entrevista do Dr Lobo Antunes na RTP, e fiquei bastante sensibilizado pela maneira como o Dr. se referia aos seus doentes e aos casos que relatava, não sei se vou ser capaz de ler o livro, porque tenho 2 filhas e todos nós temos o medo, ainda que interior, que alguma vez nos aconteça a nós.Fugindo um pouco ao tema, e sabendo que o Dr. lobo Antunes esteve nos EUA bastantes anos gostava de saber qual a opinião que o Dr Lobo Antunes tem em relação aos sistemas de saude usados em portugal e nos EUA. Qual o melhor para o utente? Em Portugal seria aplicável o do EUA? Parabéns a todos também pelo bom gosto demonstrado em termos clubisticosAbraços.CP
Oiça Aqui, a entrevista.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Opiniões e Sentires


Putos Lindos
"Grande Entrevista na RTP
DESLUMBRADA!Foi como fiquei, ontem, depois de ouvir o Dr. Nuno Lobo Antunes, um neuropediatra, a falar com Judite Sousa, sobre o seu recente livro "Sinto Muito" e sobre a sua carreira e as suas experiências."
Aqui.

À Beira Lethes
"Eu gosto de ler Contos: textos curtos, espoados do supérfluo e com movimento ascendente desde a primeira frase.Iniciei-me com Torga e deliciei-me com Mia Couto e António Lobo Antunes (Crónicas).Neste livro - "Sinto Muito", Nuno Lobo Antunes conta-nos as fragilidades da vida humana e da arte médica na óptica de um Neuro-Pediatra." Aqui.

Educação Especial
"Sinto Muito, Nuno Lobo Antunes
Excerto da obra«Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.» Do prefácio de António Damásio." Aqui

Mar de Silêncio
"Sinto Muito
A vida é tempo entre parêntesis. Alma a nu, sentimento despido de pudor. O amor como razão de ser e de viver…”
É um livro de confissões/memórias de um neuro oncologista pediátrico e hoje neurologista sobre doenças de deficit de atenção. Uma reflexão sentida sobre aquilo porque muitas pessoas têm que passar ao longo da vida ou já no fim dela.Sinto Muito é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.
Ainda não li este livro, será o próximo da minha biblioteca e mesmo sem ter ainda uma opinião formada, depois de ouvir uma entrevista com o Dr. Nuno Lobo Antunes, tenho a certeza que é um livro que todos deviam ler."
Aqui.

restarded chron...
"do sinto muito...
...ontem devorei mais umas quantas páginas da minha última aquisição literária... Em jeito de confissão/desbafo, vamos percorrendo avidamente aquelas palavras que se multiplicam em meras duas páginas... Não meros, sãoos relatos, umas vezes profundamente tocantes, outras, com o humor recheado de pertinência. Hoje, é cedo. Ainda nem as sete vingaram no relógio e tenho esta necessidade de escrever... Possivelmente vou chegar atrasada, mas, acredito, que tantos de nós andam atrasados para a vida. Isto que não soe a sentimentalismo barato ou gratuito. Antes, a confissão de alguém a quem a revolta por vezes se expressa assim. Aqui.Várias foram as minhas idas ao IPO de Lisboa. E digo-vos, que lá os arco-íris são tão pouco ou nada coloridos, que as tezes de muitas faces se misturam entre o esverdeado e amarelado. Pior, quando essas faces nos olham, para nós e EM nós, naqueles corredores que ecoam os desabafos que eles dão em jeito de gargalhada, com os olhos onde o brilho e a ingenuidade não se desvaneceram. Onde o brilho não se apagou para dar lugar ao sentido e lição que, tantas vezes, eles nos dão. Eles, elas, as crianças, os jovens. Cobardia ou não, pisei uma só vez a ala da oncologia infantil. A minha alma tremeu, como tremem eles, em silêncio, mas com vontade de quererem vencer. Muitas vezes vencem. outras vezes, não... E é isto que dói, revolta, e ecoa sempre, porquê? A visão que tive nesse dia, intante, não mais se desvaneceu da minha mente. Ainda demasiado traumatizante para me superar, e ir lá de novo. Sou fraca, nisto. Não consigo compreender e aceitar a injustiça divina [e pergunto-me, nestes momentos, há MESMO alguém lá em cima a comandar por aqui as coisas?nesses momentos, acredito que não. Mesmo.] e ceifar aos meses e poucos anos de vida a vida pujante que se espera sempre que os novos seres tenham diante dos seus espíritos.Auguro que mais lágrimas me irão esocorrer compulsiva mas profundamente, nas restantes páginas que tenho pela frente. Não é fácil, o livro. Também não são fáceis as histórias que o Nuno lá relata. Não me admira que ele tenha dito que no final de escrever cada uma dessas histórias, tenha sentido a pressão e peso a desvanecerem-se sob forma de lágrimas. Mais uma vez, bravo Nuno Lobo Antunes, pela extrema despretensão e sensibilidade.Fiquem em pazAté uma próxima" Aqui.

O que sente NUNO LOBO ANTUNES

Hoje, a conversa será com Nuno Lobo Antunes, a propósito do seu livro Sinto Muito (edição Verso da Kapa). A sinopse:
«É um livro de confissões/memórias de um neuro oncologista pediátrico e hoje neurologista sobre doenças de deficit de atenção. Uma reflexão sentida sobre aquilo porque muitas pessoas têm que passar ao longo da vida ou já no fim dela. Sinto Muito é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.»
No prefácio, António Damásio escreve: «Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.»
Não sendo nenhum de nós imortal, imune, este é um assunto que, como costuma dizer-se, toca a todos.
Perguntas, comentários e partilha de experiências para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
Aqui - Antena 3

sábado, 18 de outubro de 2008

"Thank You Doctor"

"QUANDO aceitei colaborar na campanha de prevenção do cancro da mama que decorre no mês de Outubro, fi-lo por dever cívico. Mas sobretudo porque sou mulher e este flagelo atinge anualmente cerca de cinco mil mulheres em Portugal e 1,3 milhões de mulheres no mundo.

A cura do cancro da mama tem uma elevada taxa de sucesso se o diagnóstico for feito atempadamente. No entanto, o medo ainda domina as pessoas, daí que a divulgação seja fundamental para incentivar a mulher a cuidar de si, a consultar o médico, a fazer o que for necessário para uma prevenção eficaz.

SÓ quem já esteve gravemente doente é que conhece a solidão vivida na incerteza em cada gesto, nos corredores de hospital, na espera para as consultas, na impaciência enquanto se aguarda o resultado dos exames, no sofrimento de se saber em perigo de vida e pensar como irão ficar por cá aqueles que amamos, quando partirmos. Quando sangramos, ninguém sangra connosco. A família apoia, os amigos ajudam, médicos, enfermeiros e técnicos de saúde trabalham, mas a dor é de quem a sente.
EM SINTO MUITO, livro de Nuno Lobo Antunes, tropecei num texto em que o médico dá a mão a uma paciente que sofre de um cancro da mama em fase terminal. Se o gene de escritor existe, então também corre nas veias do neuropediatra quando lemos Thank you Doctor, uma viagem ao interior do coração de um médico que sofre a dor com os seus pacientes. «Nessa mão vi o resumo de mulher. Olhos de azul esbatido, vida com princípio, meio e fim. Fim que antevia, e que com ela partilhava, e no silêncio do olhar, confessei que a achava linda, que não importava idade, ou um fragmento a menos da sua carne. Quis que entendesse a beleza de que era feita, e que se porventura houvesse mais vida, decerto lhe pertencia, porque era de justiça que fosse dona do mundo, e não morresse nunca, e não lhe faltassem bocados, e não fosse ruína ou capela imperfeita».

NÃO é fácil combinar objectividade clínica com sensibilidade artística. Este e outros textos do livro, que remetem tantas vezes para a morte e que revelam uma sensibilidade extraordinária, fazem-nos pensar no valor incalculável da vida, na sorte em que temos de estar aqui e agora, eu a escrever, os meus leitores de jornal na mão, num fim de semana banhado de sol e de luz.

A CAMPANHA de prevenção do cancro da mama serve para isso mesmo, para nos agarrarmos à vida; para cuidarmos de nós para que possamos cuidar daqueles que amamos e que dependem do nosso amor.
«Se porventura houvesse mais vida, decerto lhe pertencia, porque era da justiça que fosse dona do mundo e não morresse nunca». Esta frase ficou a dançar na minha imaginação como um hino à mulher.
Num país em que ainda há maridos que proíbem as mulheres de se submeterem ao exame da mamografia, deixo um apelo a todos os homens: ajudem as vossas mulheres, acompanhem-nas ao médico, estejam do lado delas para o que der e vier.NÓS não somos super mulheres só porque conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nas horas mais difíceis, todas precisamos de alguém que nos dê a mão."

Dar a Mão - Margarida Rebelo Pinto - 18.10 Aqui

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Library Thing


Nuno Lobo Antunes na Library Thing.

O que é a Library Thing ? É um sistema de catálogo e um site de rede social para amantes de livros.

Leia o Livro e deixe a sua opinião!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nuno Lobo Antunes abre o livro dos seus afectos com o apoio da família

“Neste livro há um Nuno completo: o médico, o marido, o pai...”

É um homem da medicina, mas Nuno Lobo Antunes é igualmente um apaixonado pela escrita. Com uma vida cheia de experiências únicas, o neuropediatra reuniu no livro Sinto Muito testemunhos de momentos que fizeram dele a pessoa que é hoje. Nesta compilação de histórias, Nuno, casado com a jornalista Felipa Garnel, revela ser um homem de afectos e um profundo humanista. Fala sem pudores da dor, da perda, do amor e da cumplicidade que vai construindo com aqueles com quem se cruza no dia-a-dia. É sem reservas que o médico admite que muito do que é e do que sente está exposto neste livro: “É um testemunho muito sentido e genuíno e que me continua a tocar sempre que o leio. São histórias da vida real, que relato de coração aberto e que falam do melhor que a Humanidade tem para oferecer, a coragem e o amor. Neste livro há um Nuno completo, o médico, o marido, o pai... Aliás, este livro é dedicado à minha mulher e tem referências expressas às minhas filhas.” No dia em que apresentou o livro, no El Corte Inglés, o médico recebeu o apoio da família e dos amigos, que mostraram uma profunda admiração pelo seu carácter.


Redacção CARAS - 13 Out 2008

SINTO MUITO - 2º Lugar - TOP FNAC

Click na Imagem, pf

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Grande Entrevista


Veja AQUI a Grande Entrevista,
do Dr. Nuno Lobo Antunes
que nos fala da vida, da dor, do sofrimento, da morte
e da relação médico doente.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nuno Lobo Antunes - RTP1

Dia 9 de Outubro - 21h00
O neuropediatra, Nuno Lobo Antunes, vem à Grande Entrevista partilhar a sua experiência de médico na assistência a crianças vítimas de cancro.
É ainda uma doença invencível.
O cancro mata em todas as idades... adultos e crianças.
Como é que se lida com a dor e com a esperança?
Como é que se lida com o sofrimento das famílias?
Como é que se lida com a notícia da morte?

Um testemunho que não deve perder... e que O levam a querer ler cada página do livro recentemente editado pela Verso de Kapa " SINTO MUITO "



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Herman esgota livro de anedotas

Herman esgota livro de anedotasO humor de Herman José continua em alta. O apresentador da "Roda da Sorte" lançou esta semana um livro de anedotas que antes mesmo de chegar às livrarias já estava esgotado. Coube à editora Verso da Kapa apressar-se para imprimir uma 2ª edição de mais 10 mil exemplares. SapoFama conversou com o humorista.

Herman esgota livro de anedotasSão 136 páginas de anedotas. Quanto tempo levou para compilar todo esse material?
Foi um desafio que aceitei fazer há quase 22 anos! No fundo, estamos perante uma reedição de um trabalho intemporal e novo para toda uma geração.

O livro chama-se "As eternas anedotas do Herman". Espera que a sua obra seja um manual de humor das futuras gerações?
De maneira nenhuma. As anedotas são as "amebas" do humor. Organismos monocelulares nada ambiciosos, mas que estão na base da construção de muitos e bons textos de humor.

O livro ainda nem tinha chegado às livrarias e a primeira edição já estava esgotada. Acha que as pessoas estavam à espera desta obra?
Não me parece. Os livros de anedotas são como a Coca-Cola. Toda a gente consome e gosta, mas ninguém a guarda na garrafeira!

Acha que colabora para mudar a visão pessimista de Portugal?
Os portugueses são negativos só em território português. Assim que viajam são tomados por uma alegria de viver incontrolável. E como ler é viajar...

Diz no livro que escrever é "um exercício deliciosamente libertador". Quando escreve, do que se liberta?
O exercício libertador é escrever disparates. E para os ficar a conhecer basta comprar o livro.

Também ilustra o seu livro. Sente-se um artista completo com tantos talentos?
Não lhe chamaria um livro. Antes uma brincadeira em forma de livro.

Lançou livros de piadas e de receitas. Gostava de escrever num outro registo?
Esse hei-de escrevê-lo com tempo, assim que sentir que Portugal se transformou numa democracia plena.

(Entrevista de Vanessa Amaro)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sessão de Autógrafos - Bertrand Vasco da Gama


Herman José foi a presença especial, convidada para a inauguração da nova loja Bertrand - Vasco da Gama. Sempre bem disposto fez rir e sorrir todos os que quiseram levar para casa " AS ETERNAS ANEDOTAS HERMAN " com autografos personalizados.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sinto Muito

Na opinião de António Damásio, SINTO MUITO é um livro sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor.
Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala.